Nesta semana estive em Buenos Aires e dentro dos muitos momentos de prazer, vi a exposição de Andy Warhol, figura maior do movimento Pop Art, no Malba (Museo Latinoamericano de Buenos Aires).
Nascido em 1928 em Pittsburg, numa família de imigrantes do leste europeu e criado durante a Grande Depressão, Warhol conheceu de perto o lado obscuro do sonho americano. Sua “América imaginária” era a América de Shirley Temple e Elizabeth Taylor, da presidência idealizada de John e Jackie Kennedy, do mito do progresso tecnológico condensado na lata de sopa Campbel.

A exposição Mr. América, não é só uma ótima oportunidade de “conhecer de perto” um dos ícones da arte vanguardista, mas também de entender como o movimento Pop Art influenciou a publicidade, sobretudo nas décadas de 70 e 80. A exposição ficará até o dia 22 de fevereiro de 2010 e a entrada custa 15 pesos, aproximadamente 7 reais.

Exemplo de propaganda com inspiração na Pop Art de Andy Warhol.
O Malba ainda expõe permanentemente obras de sua coleção, de autores como Frida Kahlo, Fernando Botero, Diego Rivera, Joaquín Torres-García, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Pedro Figari, Lygia Clark, Helio Oiticica, Liliana Porter, José Bedia Valdés, entre outros.

E pensar que trabalhei numa empresa de restauração onde foi restaurado um Andy dado como perdito. Pena que cheguei tarde e nem vi o quadro, mas tem gente em desgraça sobrevivendo da fama colhida no passado até hoje.
“Arte Empresarial é uma coisa melhor de se fazer do que Arte Arte, porque Arte Arte não sustenta o espaço que ocupa, enquanto a Arte Empresarial sim. (Se a arte empresarial não sustentar o próprio espaço, ela vai à falência).” Andy Warhol
Andy se adiantou ao futuro ao andar com uma polaroid pendurada no pescoço fotografando todos os famosos que encontrava…um pré paparazzi. Inovou ao dizer que o pop era arte e criou tendencia.
gosto
E o é Malba Maravilhoso.