A maioria dos consumidores confia mais em anúncios tradicionais do que em postagens de influenciadores, revela pesquisa

  • Categoria do post:Notícias

Um novo estudo mostra que as pessoas confiam menos nas promoções de influenciadores do que na publicidade padrão, mesmo que os influenciadores estejam em toda parte. A pesquisa vem da National Advertising Division (NAD) dos Programas Nacionais do BBB, que acompanha como o marketing de influenciadores se desenrola nas plataformas sociais. O grupo pesquisou mais de 3.700 adultos nos Estados Unidos. A maioria havia visto conteúdo de influenciadores e muitos fizeram compras por causa disso. Ainda assim, quase um em cada quatro não confiava no que os influenciadores publicavam. Apenas 11% expressaram a mesma dúvida em relação aos anúncios gerais. Por que a diferença? Falta de transparência. Quando os influenciadores pulam a divulgação de acordos pagos, produtos gratuitos, a confiança diminui. Cerca de 70% dos entrevistados disseram que se sentiram enganados se uma parceria não fosse claramente explicada. E simplesmente marcar as postagens com #ad ou #patrocinado não muda suas mentes. Mais da metade disse que esse tipo de etiqueta não fez diferença. Alguns casos de alto perfil levantaram bandeiras vermelhas. Alguns influenciadores, incluindo nomes conhecidos, foram chamados pela NAD por não deixarem claras as ligações com as marcas. Após serem flagrados, essas postagens foram atualizadas para seguir as regras. Mas o número crescente de violações sugere problemas maiores em toda a indústria. Honestidade importa mais do que polimento. Mais de 70% dos entrevistados disseram que valorizam opiniões claras e verdadeiras, mesmo que uma resenha não seja positiva. As pessoas também perdem a confiança quando os influenciadores promovem estilos de vida que parecem falsos ou inatingíveis. A ação legal também está aumentando. Nos últimos meses, cinco ações coletivas foram movidas. As reivindicações se concentram em consumidores que compraram produtos com base em conteúdo de influenciadores e depois descobriram que essas recomendações eram pagas. Um caso envolveu uma marca de moda acusada de ocultar tanto patrocínios quanto preços mais altos. Outro visou postagens de bebidas energéticas que não tinham divulgações claras. A NAD diz que está trabalhando em um programa de certificação e treinamento para ajudar os influenciadores a seguir melhores práticas publicitárias. De acordo com os dados da pesquisa, a maioria das pessoas pensa que tanto os influenciadores quanto as marcas devem ser responsáveis pela transparência. O marketing de influenciadores é massivo, 82,7% dos profissionais de marketing o usam, e agora é avaliado em US$ 24 bilhões nos Estados Unidos. Mas seu sucesso a longo prazo depende da confiança. Isso significa que a comunicação clara e honesta não é apenas uma boa ética. É essencial.