Relatório global destaca crescente uso de controles digitais para reprimir dissidência

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Um relatório de 2025 do Centro de Não Violência e Estudos de Paz da Universidade de Rhode Island documenta um aumento global no que os pesquisadores descrevem como repressão digital pelos governos. O estudo, baseado no Projeto de Dados CIRIGHTS e em relatórios de direitos humanos de diversos países, revela que os estados estão cada vez mais recorrendo à vigilância e à pressão legal para desencorajar jornalistas e cidadãos de criticarem as autoridades.

O relatório identifica táticas comuns em diversos países, como monitorar atividades online, restringir o acesso a plataformas e usar leis de segurança e difamação para justificar prisões e censura. No Paquistão, leis como o Ato Antiterrorista e a Ordem da Difamação foram citadas como ferramentas usadas para deter jornalistas e limitar o conteúdo online. No Kuwait, as autoridades foram relatadas como monitorando espaços digitais e usando leis relacionadas à segurança para intimidar críticos, ao mesmo tempo em que permitem uma expressão limitada.

Os pesquisadores destacam que a repressão migrou dos meios de comunicação impressos e televisivos para as redes sociais, portais de notícias online e comunicações criptografadas, refletindo como o controle estatal se adapta às novas tecnologias.

Além disso, o relatório destaca os países com alto risco de cometer atrocidades em massa, incluindo: “Bangladesh, Brasil, Burundi, China, República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Índia, Irã, Iraque, Israel, Quênia, Líbia, Nicarágua, Coreia do Norte, Paquistão, Filipinas, Rússia, Arábia Saudita, Somália, Sudão do Sul, Síria, EUA, Venezuela e Iêmen”.

Os resultados levantam preocupações específicas para minorias religiosas e étnicas em várias regiões, que frequentemente são alvo desproporcional sob amplas leis de segurança que os governos justificam como necessárias para a ordem pública.