Recentemente, as substâncias per- e polifluoroalquil (PFAS) têm sido detectadas em várias fontes nos Estados Unidos, desde água potável até o corpo humano. Os PFAS são substâncias artificiais que possuem propriedades resistentes ao calor, à mancha e à água, sendo utilizadas em produtos como revestimentos de alimentos, carpetes e jaquetas impermeáveis.
Essas substâncias são uma preocupação crescente devido ao seu potencial tóxico, mesmo em níveis muito baixos, associados a problemas de saúde como doenças da tireoide e câncer. Além disso, muitos PFAS não se degradam naturalmente, por isso são chamados de “substâncias eternas”.
Os Grandes Lagos, importantes recursos hídricos dos EUA, agora estão sob ameaça de contaminação por PFAS. Com mais de 10.000 milhas de costa e abrigando 21% da água doce do mundo, os Grandes Lagos fornecem água potável para mais de 30 milhões de pessoas e sustentam uma indústria pesqueira comercial e recreativa.
Estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison estão investigando como os PFAS estão entrando nos Grandes Lagos, os riscos que representam e como reduzir esses riscos no futuro. A contaminação por PFAS nos Grandes Lagos pode ocorrer através de rios, águas subterrâneas e até mesmo por meio de chuva e neve.
É crucial identificar fontes de contaminação e tomar medidas para reduzir a exposição aos PFAS, não apenas nos Grandes Lagos, mas também em todo os Estados Unidos. Considerando os longos ciclos de água nos Grandes Lagos, a prevenção de contaminação futura é fundamental para proteger esses importantes recursos hídricos. A redução do uso de PFAS em produtos e a conscientização sobre os riscos associados a essas substâncias são passos importantes para evitar danos ambientais e proteger a saúde pública.